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Má Gestão da Acidentalidade favorece o desequilíbrio econômico das organizações

A gestão dos acidentes de trabalho é uma questão extremamente relevante para as empresas de segurança privada.
O investimento na promoção da segurança, da saúde e da qualidade de vida do trabalhador resulta em vantagem competitiva para as organizações que se preocupam com o ponto de equilíbrio de seu negócio.

A palestra realizada no dia 12 de fevereiro, no auditório do Sindesp-MG, e promovida por Rúbia Mara, engenheira de Segurança do Trabalho, consultora em Higiene Ocupacional e eSocial, e por Jorge Castro, consultor e auditor de Segurança e Saúde do Trabalho (SST), mostrou que uma gestão bem-feita beneficia e transforma o bônus do Fator Acidentário de Prevenção (FAP) em vantagem competitiva, gerando diminuição dos custos na folha de pagamentos, maior satisfação e fidelidade dos empregados, além de melhor produtividade.

Rúbia Mara explicou que a gestão da acidentalidade é uma vertente que vem crescendo na área da saúde e segurança do trabalho. “É onde tratamos dos tributos que efetivamente alteram os resultados da empresa, e, muitas vezes, não são geridos por profissionais. O empresário precisa ter conhecimento desses impactos e de como revertê-los, para que os tributos possam ser reduzidos”, revela.

Para Rúbia, não há dúvida de que os investimentos em promoção da segurança, da saúde e da qualidade de vida do trabalhador trazem benefícios intangíveis para as organizações, além de ser o certo a fazer. Contudo, como as empresas devem fazer para medir de forma tangível tais dados? Rúbia tem a resposta: a boa gestão da segurança, da saúde, da qualidade de vida, dos afastamentos, do FAP, do Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário (INTEP) faz toda a diferença.

É fato que as empresas só vão crescer financeiramente e em ganho de competitividade se enxergarem que não há mais tempo e dinheiro a perder. Jorge de Castro também foi enfático ao afirmar que as empresas estão desperdiçando muitos recursos por falta de acompanhamento e gestão eficaz. “Por meio de ferramentas práticas, é possível que a empresa monitore, por exemplo, os afastamentos e deixe de desperdiçar recursos”, afirmou.

E quando começar? Hoje! Não há mais tempo e dinheiro a perder.

Aplicado desde 2010, o FAP foi criado com o objetivo de incentivar a melhoria das condições de trabalho e de saúde do trabalhador. Mara explica que o FAP serve para flexibilizar as alíquotas da tarifação coletiva (1%, 2% ou 3%) relativas ao antigo Seguro de Acidente do Trabalho (SAT), denominado Riscos Ambientais do Trabalho (RAT).

Todos os estabelecimentos brasileiros são obrigados a pagar essa contribuição, exceto as empresas enquadradas no regime Simples Nacional. Os estabelecimentos com maior índice de acidentalidade têm tarifas maiores e, para os com menor índice, os valores são menores, reduzidos.

Mesmo sendo aplicado desde 2010, ainda é comum empresários e até mesmo alguns contabilistas desconhecerem o fato de flexibilização da alíquota e que, com uma boa gestão feita por profissional capacitado, é possível diminuir os impactos financeiros na  vida corporativa.

Os especialistas também trouxeram informações de como identificar os perigos e riscos relacionados às condições de saúde e estilo de vida dos trabalhadores e como programar preventivamente a diminuição dos riscos de acidentes e doenças do trabalho.

Com o tema central “Gestão da Acidentalidade: Impactos Financeiros na Vida Corporativa”, Rúbia Mara e Jorge Castro destacaram como pontos principais a contestação do FAP, a elaboração de subsídios, as boas práticas previdenciárias e contestação de Nexo Técnico Previdenciário.

Diante deste cenário de competitividade crescente e desafios constantes impostos pela globalização às empresas brasileiras, o melhor a fazer, se quiser manter a saúde financeira da sua empresa, é se cercar de profissionais qualificados, especializados em gestão da acidentalidade.

Não dá mais para gerir a saúde e a segurança do trabalhador de uma empresa de hoje como faziam as empresas do século passado, que viam a segurança e a saúde como custo. A legislação mudou e as empresas precisam se adaptar para reduzir seus impactos financeiros. A gestão da acidentalidade é uma atividade técnica e que depende de profissionais qualificados e bem-treinados para evitar que a empresa não se desequilibre economicamente.

Lucineide dos Santos, uma das convidadas para a palestra, ficou satisfeita com o conteúdo apresentado: “A palestra foi muito proveitosa, pois esclareceu assuntos atuais que dizem respeito à área na qual atuo: administração e segurança do trabalho. O recado que ficou pra mim é que precisamos estar atentos a toda legislação atual para que a empresa e os funcionários não sejam prejudicados”.

Renata Faria é engenheira de Segurança e consultora e trabalha na área de segurança do trabalho. Segundo ela, o evento foi muito rico. “Eu tinha algumas dúvidas; o evento foi esclarecedor. Os palestrantes se apresentaram de forma clara. Foi muito bom. Consegui tirar algumas dúvidas e ainda adquirir novos conhecimentos. Parabenizo o Sindesp-MG pela iniciativa de colocar em pauta eventos com conteúdo de qualidade.”

Simpax, parceira do Projeto Fenavist Negócios, apresenta seu serviços ao público presente Além da palestra sobre Gestão da Acidentalidade, os representantes dos setores de RH, administrativo e jurídico das empresas de segurança privada tiveram a oportunidade de ouvir a apresentação do gestor Rodney Martins, da Simpax, empresa que trabalha com uma plataforma de web totalmente na nuvem. Parceira do Projeto Fenavist Negócios, a Simpax oferece soluções para que as informações do relógio de ponto das empresas de segurança sejam atualizadas, coletadas e disponibilizadas na internet, minimizando os custos e maximizando a gestão.

Através do Projeto Fenavist  Negócios, as empresas de segurança poderão adquirir os produtos da Simpax com condições especiais.

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