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Flávio Sandrini Baptista assume a presidência da Fenavist com foco na integração e no fortalecimento da segurança privada

Em entrevista ao blog do Sindesp-MG, novo presidente da Federação fala sobre prioridades da gestão, parceria com os sindicatos estaduais e os desafios para modernizar o setor.

Com experiência na gestão empresarial, na atuação sindical e na própria Fenavist, Flávio Sandrini Baptista inicia um novo ciclo à frente da Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores. Em entrevista ao blog do Sindesp-MG, o novo presidente fala sobre as prioridades da gestão, entre elas a implementação do Estatuto da Segurança Privada, o combate à clandestinidade e o fortalecimento das empresas regulares, além de abordar os impactos da reforma tributária e os debates sobre a jornada de trabalho.

À frente da entidade, Baptista também destaca a importância da integração com os sindicatos estaduais, que considera a base da Fenavist e parceiros essenciais para levar demandas regionais ao debate nacional. Na entrevista, ele comenta ainda suas expectativas em relação ao Sindesp-MG, defende uma atuação próxima às empresas e entidades filiadas e aponta caminhos para ampliar o protagonismo da segurança privada por meio da inovação, da qualificação e do diálogo institucional. Acompanhe a entrevista na íntegra.

Sindesp-MG: O senhor assume a presidência da Fenavist após atuar como vice-presidente da entidade na gestão anterior. Como essa experiência contribuiu para sua preparação e quais serão as prioridades da nova diretoria nos próximos anos?

Flávio Sandrini Baptista: A experiência como vice-presidente foi fundamental para a minha preparação. Aprendi muito com o presidente Jeferson Nazário, com os demais integrantes da diretoria e com a forma democrática e participativa com que a Federação conduziu suas ações. Pude acompanhar de perto os desafios do setor, as articulações institucionais e a importância de construir decisões coletivas.

Nossa gestão dará continuidade aos trabalhos que apresentaram bons resultados, mas também buscará avançar diante das novas demandas. Entre as prioridades estão a implementação e a divulgação do novo Estatuto da Segurança Privada, o combate à clandestinidade, os impactos da reforma tributária, a questão da contratação de aprendizes e os debates relacionados à jornada de trabalho e à escala 6×1. Também vamos trabalhar pelo fortalecimento dos sindicatos, pela segurança jurídica das empresas e pela modernização do setor.

Sindesp-MG: Sua trajetória reúne experiência na gestão empresarial, na liderança do SESVESP e na atuação junto à Fenavist. De que forma essa vivência poderá contribuir para fortalecer ainda mais a representatividade da segurança privada em âmbito nacional?

Flávio Sandrini Baptista: Essa trajetória me proporcionou uma visão ampla das diferentes dimensões do setor. Como empresário, conheço os desafios enfrentados diariamente pelas empresas. Na atuação sindical, aprendi a importância da construção coletiva, do diálogo e da defesa institucional. Na Fenavist, pude compreender ainda melhor a diversidade regional e as diferentes realidades existentes no país.

Pretendo colocar essa experiência a serviço de uma representação nacional cada vez mais próxima das bases, técnica e presente nos espaços de decisão. A Fenavist deve ouvir os sindicatos e os empresários, antecipar desafios, propor soluções e dialogar de forma permanente com a Polícia Federal, o Ministério da Justiça, o Congresso Nacional e os demais órgãos públicos. Representatividade se constrói com presença, credibilidade e capacidade de transformar as demandas do setor em ações concretas.

Sindesp-MG: A atuação integrada entre a Fenavist e os sindicatos estaduais tem sido fundamental para levar as demandas regionais ao debate nacional. Como o senhor enxerga essa parceria e qual será o papel das entidades filiadas no fortalecimento institucional do setor?

Flávio Sandrini Baptista: Os sindicatos estaduais são a base da Fenavist e exercem papel indispensável na identificação das demandas e particularidades de cada região. São eles que estão mais próximos das empresas e conhecem diretamente os desafios enfrentados em seus estados.

Nossa gestão terá como princípio a integração permanente com as entidades filiadas. Queremos fortalecer os canais de diálogo, ampliar a participação dos sindicatos nos grupos de trabalho e compartilhar experiências e boas práticas. A Federação levará as pautas estaduais ao debate nacional, mas também contará com a contribuição das entidades na formulação de propostas, na apresentação de diagnósticos e na implementação das ações em suas bases. A força da Fenavist dependerá da nossa capacidade de trabalhar de forma coordenada e com responsabilidades compartilhadas.

Sindesp-MG: O Sindesp-MG tem participação ativa nas discussões promovidas pela Fenavist e na defesa das empresas de segurança privada em Minas Gerais. Quais são suas expectativas em relação à continuidade dessa parceria durante a sua gestão?

Flávio Sandrini Baptista: O SINDESP-MG é um parceiro importante da Fenavist e esperamos continuar contando com sua participação ativa, sua experiência e sua capacidade de contribuição para as pautas nacionais.

Nossa expectativa é ampliar ainda mais essa parceria, não apenas nas discussões institucionais, mas também na construção de propostas e no desenvolvimento de ações em benefício do setor. A realidade e as experiências de Minas Gerais podem contribuir de forma relevante para os debates conduzidos pela Federação. Queremos manter uma relação próxima, aberta e produtiva, baseada no diálogo e no compromisso comum com o fortalecimento das empresas regulares e da segurança privada brasileira.

Sindesp-MG: A segurança privada vive um momento marcado pela consolidação do Estatuto da Segurança Privada, pela regulamentação mais recente e por novos desafios para as empresas. Como a Fenavist pretende apoiar os sindicatos e os empresários na interpretação dessas normas e no fortalecimento da atividade em todo o país?

Flávio Sandrini Baptista: O novo Estatuto representa uma conquista histórica, mas sua implementação exige acompanhamento permanente, clareza e uniformidade de entendimento. A Fenavist atuará de forma técnica e institucional junto à Polícia Federal, ao Ministério da Justiça e aos demais órgãos competentes, buscando segurança jurídica e condições adequadas para a adaptação das empresas.

Também vamos apoiar os sindicatos e empresários por meio de grupos de trabalho, orientações técnicas e jurídicas, encontros, capacitações e materiais informativos. Outro objetivo será identificar dúvidas e dificuldades verificadas nos estados para buscar soluções em âmbito nacional. Precisamos transformar o novo marco legal em oportunidade de modernização, valorização das empresas regulares e combate mais efetivo à clandestinidade e à concorrência desleal.

Sindesp-MG: Ao iniciar este novo ciclo à frente da Fenavist, qual mensagem o senhor gostaria de transmitir aos empresários, dirigentes sindicais e profissionais da segurança privada sobre o futuro da entidade e do segmento no Brasil?

Flávio Sandrini Baptista: Minha mensagem é de confiança, união e participação. A segurança privada é um setor estratégico para o país, essencial para a sociedade e para o desenvolvimento econômico. Temos grandes desafios pela frente, mas também uma oportunidade única de fortalecer nossa atividade a partir do novo marco legal, da inovação e da integração entre a Federação, os sindicatos e as empresas.

Nenhuma gestão se faz sozinha. Quero conduzir uma Fenavist aberta ao diálogo, presente nos espaços de decisão e comprometida com resultados concretos. Vamos respeitar a história construída até aqui, dar continuidade ao que vem funcionando e avançar naquilo que precisa ser modernizado. A Fenavist será tão forte quanto a nossa capacidade de caminharmos juntos.

Sindesp-MG: Quais oportunidades o senhor identifica para ampliar o protagonismo da segurança privada brasileira nos próximos anos e como a Fenavist pretende conduzir esse processo em conjunto com os sindicatos estaduais?

Flávio Sandrini Baptista: O novo Estatuto abre espaço para uma atividade mais moderna, organizada e reconhecida. Temos oportunidades importantes na incorporação de novas tecnologias, na qualificação profissional, na produção de dados sobre o setor, no fortalecimento das empresas regulares e na ampliação do diálogo da segurança privada com o poder público e a sociedade.

Para transformar essas oportunidades em resultados, será necessário unir a visão nacional da Fenavist ao conhecimento regional dos sindicatos. Pretendemos construir agendas conjuntas, estimular a participação das entidades filiadas nos grupos de trabalho, promover capacitações e desenvolver propostas que considerem as diferentes realidades do país.

Nosso objetivo é consolidar a segurança privada como um setor cada vez mais profissional, inovador, respeitado e preparado para acompanhar as transformações do mercado e da sociedade.

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